Entenda como a sobrecarga do RH afeta a empresa e o que a liderança deve fazer para alinhar o bem-estar do time às exigências da NR-1.
Quem acolhe as dores da equipe quando o próprio RH está no seu limite? O setor de Recursos Humanos é conhecido por acompanhar de perto o bem-estar e o clima organizacional. Contudo, o acúmulo de tarefas, a condução diária de temas sensíveis e a cobrança por metas tornaram a rotina desses profissionais cada vez mais delicada. Olhar para o burnout no RH deixou de ser um tema distante e passou a ser uma estratégia essencial para o equilíbrio do ecossistema corporativo.
Um estudo recente divulgado pela revista Você RH reforça esse alerta: mais de 80% dos profissionais de Recursos Humanos se sentem sobrecarregados. Além disso, 65% afirmam ter enfrentado algum problema de saúde mental no último ano. O cenário indica que justamente aqueles responsáveis pelas ações de cuidado nas empresas estão entre os mais afetados por estresse, ansiedade e burnout.
A legislação brasileira também passou a dar maior atenção aos riscos psicossociais relacionados ao trabalho. A atualização da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-1) incluiu expressamente esses fatores no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), reforçando a necessidade de identificá-los, avaliá-los e adotar medidas de prevenção. Entender essa dinâmica é o primeiro passo para assegurar a conformidade e proteger quem sustenta o negócio. Vamos compreender melhor a seguir!
A Síndrome de Burnout é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional associado ao estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente gerenciado. Entre os fatores que podem contribuir para esse cenário no RH estão a sobrecarga de trabalho, a pressão por resultados e a necessidade de lidar continuamente com demandas e expectativas de diferentes áreas da organização.
O profissional de Gente e Gestão atua na linha de frente de desligamentos, reestruturações e mediação de crises internas. Essa rotina intensa pode criar um dilema: cobra-se que o setor desenvolva programas de bem-estar enquanto a própria equipe também pode estar exposta a sobrecarga e esgotamento.
A atualização da NR-1 reforçou a necessidade de considerar os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Esses fatores devem ser identificados, avaliados e considerados nas medidas de prevenção previstas no gerenciamento de riscos da organização.
A relação entre saúde mental e os riscos psicossociais relacionados ao trabalho envolve fatores como sobrecarga de trabalho, falta de suporte, assédio e outros aspectos relacionados à organização do trabalho. A atualização da NR-1 reforça que esses fatores devem ser considerados no gerenciamento dos riscos ocupacionais, assim como os demais perigos e riscos presentes no ambiente de trabalho.
O ciclo de adequação exige uma jornada contínua:
Aqui surge um ponto de atenção para a conformidade trabalhista (compliance) em SST:é importante que a responsabilidade pelo gerenciamento dos riscos psicossociais seja conduzida de forma integrada, com participação das áreas e dos profissionais responsáveis por Saúde e Segurança do Trabalho.
No entanto, se a equipe que lidera esse processo estiver esgotada, o programa nasce com uma falha estrutural em potencial.
Deixar de olhar para quem cuida pode gerar um efeito dominó na cultura organizacional. A cadeia de impactos tem a possibilidade de afetar o negócio em quatro etapas sucessivas:
Proteger esses profissionais é uma decisão de gestão de riscos. O gerenciamento inadequado dos riscos psicossociais pode aumentar a exposição da empresa a problemas de conformidade e comprometer sua marca empregadora no mercado.
Fortalecer o ambiente de trabalho e adequar a empresa à legislação exige ações concretas por parte de líderes e diretores:
O RH também deve ser considerado na identificação e avaliação dos fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Avalie a carga horária, o volume de demandas e os níveis de estresse do setor com a mesma rigidez e metodologia aplicadas às demais áreas da empresa.
Crie ambientes e momentos seguros para que os profissionais de RH possam expressar suas próprias fragilidades sem medo de retaliações ou de terem sua competência profissional questionada.
Monitore a sobrecarga digital. Evite o acúmulo desnecessário de reuniões online, reduza tarefas burocráticas automatizando processos e respeite os horários de desconexão da equipe. Na hora de implementar novos benefícios, soluções como o Nutripass podem complementar a estratégia de cuidado da empresa, com acesso simplificado ao atendimento nutricional e uma experiência integrada à rotina dos colaboradores.
Proporcionar acesso a redes de apoio psicológico, programas de prevenção ao estresse e benefícios focados na saúde integral — como o Nutripass — pode ampliar os recursos disponíveis para que o profissional cuide do seu equilíbrio físico e emocional.
Prevenir o burnout no RH e cuidar da saúde mental da equipe vai muito além do cumprimento normativo: é parte de uma estratégia de cuidado e sustentabilidade para o negócio. Considerar os fatores de risco psicossociais na gestão de riscos e adotar medidas preventivas contribui para a conformidade com a NR-1 e para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável.
Quer transformar o bem-estar da sua empresa de ponta a ponta? Conheça o Nutripass e descubra como apoiar quem cuida de todo o time!