Pequenas mudanças na alimentação podem fazer diferença na sua disposição durante o trabalho
Você dormiu bem, tomou café da manhã e começou o dia com disposição no trabalho. Mesmo assim, basta chegar o início da tarde para o cansaço aparecer, o foco diminuir e a produtividade cair? Em muitos casos, alguns alimentos consumidos no dia a dia fazem parte dessa queda de energia sem que a gente perceba, influenciando diretamente o desempenho no expediente.
A explicação pode estar nas escolhas alimentares feitas ao longo do dia. Alguns alimentos consumidos quase no piloto automático podem provocar picos e quedas de glicemia, favorecendo a sonolência, a dificuldade de concentração e até aquela sensação de "névoa mental".
A boa notícia é que não é preciso recorrer a mudanças radicais na alimentação. Identificar os alimentos que sabotam a energia no trabalho e aprender algumas substituições simples já faz diferença para sua saúde. Vamos entender melhor como fazer isso?
Nem tudo o que parece prático ou saudável realmente contribui para manter o organismo funcionando da melhor forma. Veja alguns dos principais alimentos que podem impactar o rendimento no ambiente corporativo:
O café, por si só, pode melhorar o estado de alerta e a concentração quando consumido com moderação. O problema costuma estar na quantidade de açúcar adicionada à bebida e o horário em que ela é consumida.
O açúcar refinado é absorvido rapidamente pelo organismo, elevando a glicose no sangue em pouco tempo. Como resposta, o corpo libera uma grande quantidade de insulina para equilibrar esses níveis. O resultado pode ser uma queda brusca de energia pouco tempo depois, acompanhada de fome e dificuldade para manter o foco.
Outro fator importante é o consumo de café após as 16h. A cafeína pode permanecer ativa no organismo por cerca de seis horas, o que pode prejudicar a qualidade do sono, comprometendo a produtividade e o rendimento do dia seguinte.
As barras de cereal costumam ser vistas como uma opção saudável para os lanches. Porém, certas versões industrializadas contêm grandes quantidades de açúcares adicionados e aditivos.
Na prática, elas são mais como um “doce disfarçado” do que um alimento capaz de fornecer energia duradoura. Além disso, oferecem pouca saciedade, fazendo com que a fome volte rapidamente. Por isso, vale sempre conferir a lista de ingredientes antes de escolher uma barrinha.
Nem todo produto que leva os termos "integral", "fit" ou "light" na embalagem é automaticamente uma escolha equilibrada.
Muitos biscoitos industrializados dessas categorias continuam sendo alimentos ultraprocessados, ricos em farinhas refinadas, gorduras e açúcares. Como consequência, eles podem favorecer oscilações na glicemia e proporcionar uma sensação de sonolência pouco tempo depois do consumo. Além disso, por serem pouco nutritivos, dificilmente sustentam a energia por horas.
Mesmo quando não possuem açúcar, essas bebidas costumam conter corantes, conservantes e adoçantes artificiais.
Embora possam fazer parte da alimentação em situações específicas, o consumo frequente desses produtos pode acabar substituindo bebidas mais interessantes para a hidratação, além de manter a preferência por sabores muito doces.
Como a desidratação também está associada à redução da disposição, da concentração e do desempenho cognitivo, manter uma boa ingestão de água ajuda a preservar a energia durante o expediente.
Grande parte desse efeito tem relação com o índice glicêmico, que indica a velocidade com que um alimento aumenta a glicose no sangue.
Alimentos ricos em açúcares e farinhas refinadas possuem, em geral, um índice glicêmico elevado. Isso significa que eles fornecem energia rapidamente, mas também provocam uma resposta intensa do organismo para controlar a glicemia.
O processo costuma acontecer assim:
Esse ciclo faz com que muitas pessoas recorram a mais café, doces ou lanches industrializados para recuperar a disposição no trabalho, repetindo o mesmo padrão ao longo do dia.
Pequenas mudanças podem ajudar a manter níveis de energia mais estáveis durante o expediente. Experimente algumas substituições:
Essas trocas não precisam acontecer de uma só vez. O essencial é construir hábitos que façam sentido para a sua rotina e que sejam sustentáveis no longo prazo.
Melhorar a alimentação no trabalho não significa seguir dietas restritivas nem eliminar alimentos considerados "vilões". O mais importante é entender como as escolhas do dia a dia influenciam a disposição, o foco e o bem-estar.
É justamente nesse processo que o Nutripass se torna um aliado: com o apoio de nutricionistas, cada colaborador recebe orientação personalizada para registrar e compreender seus hábitos, identificar seus gatilhos e encontrar estratégias que funcionem na prática.
Assim, fica mais fácil fazer escolhas que favorecem mais energia, foco e bem-estar durante a rotina de trabalho, substituindo gradualmente alimentos que comprometem a disposição ao longo do dia. . Afinal, pequenos passos constroem o caminho até a qualidade de vida, e colaboradores saudáveis faltam menos, engajam mais e fortalecem os resultados. Quer continuar a leitura a respeito desse tema?
Confira o artigo completo no blog do Nutripass sobre como a alimentação impacta o absenteísmo nas empresas!
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Referências:
https://health.clevelandclinic.org/foods-that-give-you-energy
https://cfn.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Guia-Alimentar-da-Populacao-Brasileira.pdf
https://www.medicina.ufmg.br/52614-2/