Cerveja preta aumenta a produção de leite materno? Café causa cólicas no bebê? Entenda!
A chegada de um bebê transforma a rotina, os sentimentos e, quase inevitavelmente, o volume de informações, opiniões e conselhos que chegam até a nova mãe. No pós-parto, é comum surgir uma "enxurrada" de conselhos não solicitados.
Quando o assunto é o que comer na amamentação, há inúmeras teorias, receitas infalíveis e supostas proibições que deixam qualquer mulher insegura. A campanha do Agosto Dourado busca promover informação de qualidade, acolhimento e conscientização sobre a importância do aleitamento materno, ajudando a substituir achismos por recomendações baseadas em evidências.
Este mês é dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno - e a escolha da cor dourada não é por acaso: ela representa o padrão ouro de qualidade que o leite materno possui para o desenvolvimento saudável do bebê.
Abaixo, desmistificamos as principais crenças do dia a dia para aliviar a culpa materna, desconstruir regras desnecessárias e trazer mais leveza para a sua jornada na maternidade. Continue a leitura e saiba mais!
Navegar pela maternidade exige discernimento para separar antigos costumes das recomendações médicas atuais. Entender a relação entre Agosto Dourado, nutrição e amamentação ajuda a conduzir a fase de lactação com mais serenidade. Confira a seguir o que é mito e o que é verdade sobre o tema:
MITO. Este é um dos maiores clássicos da sabedoria popular, mas não tem comprovação científica. O verdadeiro motor da produção de leite é a fisiologia da sucção do bebê (quanto mais a criança mama e esvazia a mama, mais leite o organismo produz), aliada a uma boa hidratação e descanso na medida do possível. Bebidas alcoólicas, incluindo a cerveja preta, devem ser evitadas, pois o álcool passa diretamente para o leite e pode prejudicar o desenvolvimento neurológico e motor do bebê.
MITO. Salvo em casos de alergia comprovada ou sensibilidades específicas identificadas com acompanhamento profissional, dietas restritivas sem orientação não são necessárias. As cólicas do recém-nascido costumam estar relacionadas principalmente à imaturidade do seu sistema digestivo, e não ao feijão ou ao café moderado consumido pela mulher. Restringir a alimentação da mãe na amamentação sem necessidade gera estresse emocional e riscos de déficit nutricional.
VERDADE. O processo de produzir leite exige um gasto energético e hídrico alto do corpo feminino. A ingestão adequada de água é fundamental para que a mulher se mantenha bem-disposta, livre de dores de cabeça, cansaço extremo e problemas intestinais.
Dica prática para o cotidiano: procure manter uma garrafa de água grande por perto sempre que for amamentar!
MITO. O “leite materno fraco” é um mito comum que precisa ser desmistificado. Todo leite materno é nutricionalmente completo e perfeitamente adaptado para as necessidades biológicas do bebê em cada etapa do seu crescimento. Mesmo que a dieta da mãe não seja impecável em determinado momento, o organismo prioritariamente retira as reservas da mulher para entregar um alimento rico em anticorpos, gorduras boas e vitaminas para seu filho. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento exclusivo até 6 meses de vida e complementado até 2 anos ou mais.
VERDADE. Os aromas e compostos de sabor dos alimentos consumidos pela mulher passam de forma sutil para o leite materno. Essa variação constante pode preparar o paladar da criança para a fase de introdução alimentar, tornando o bebê mais receptivo a aceitar novos alimentos, legumes e verduras no futuro.
Dentro das ações do Agosto Dourado, vale destacar que a amamentação também é um ato transformador de solidariedade. Mães que produzem leite em volume superior às necessidades dos seus filhos podem contribuir com os Bancos de Leite Humano (BLH), caso desejem e atendam aos critérios para doação.
A doação de leite humano passa por rigorosos processos de pasteurização e possibilita a sobrevivência de recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais. Um pequeno volume doado por uma mãe pode nutrir múltiplos bebês vulneráveis que ainda não podem ser amamentados por suas próprias mães.
O momento do retorno à rotina de trabalho após a licença-maternidade é uma das fases mais críticas para o desmame precoce. Por isso, as empresas podem desempenhar um papel importante na manutenção do aleitamento materno. Algumas iniciativas práticas incluem:
A grande mensagem que o mês de conscientização nos deixa é que o ato de nutrir seu filho não precisa ser acompanhado de medo ou de privações alimentares sem sentido. Ter clareza sobre os mitos e verdades da amamentação devolve a autonomia e a paz à rotina materna. Comer bem nesse período significa buscar uma alimentação equilibrada, variada e saborosa, focada em manter a saúde, a imunidade e a vitalidade da mulher.
Lembre-se: cada dupla (mãe e bebê) vivencia uma experiência única e singular. Ao notar dúvidas sobre a pega, desconfortos corporais ou incertezas do cardápio, busque a ajuda de especialistas qualificados, como nutricionistas, obstetras, pediatras e consultoras de amamentação.
Sua empresa já oferece o Nutripass? O cuidado com a saúde da mulher vai muito além do Agosto Dourado. Colaboradoras que estão amamentando contam com um acompanhamento nutricional personalizado, com orientações baseadas em ciência e adaptadas à realidade de cada família, sem radicalismos!
Referências: